VICARIATO DE PORTO ALEGRE

PLANO DE AÇÃO EVANGELIZADORA

2009 – 2012

 

I O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PLANO

A construção de um plano de ação pastoral é um processo longo e complexo, que precisa ser vivenciado, de forma gradual, por quem o elabora, estabelecendo-se passos firmes e certos, para que não se desvie do caminho proposto.

O processo deste plano não foi diferente. Diversas foram as instâncias consultadas e que deliberaram sobre seus conteúdos: Conselhos Pastorais das Áreas, Conselho de Presbíteros, Assembleia do Clero e Assembleias de Pastoral do Vicariato de Porto Alegre.

Tiveram também atuação destacada: a Equipe de Coordenação dos Projetos Permanentes, através dos Presbíteros Referenciais; a Equipe de Formação do Instituto de Pastoral; a Coordenação de Pastoral do Vicariato.

O processo de elaboração deste Plano teve início, em 10 de novembro 2007, na Assembleia de Pastoral, na qual se refletiu sobre a seguinte questão: “A partir de Aparecida, o que deve constar do Plano de Pastoral do Vicariato de Porto Alegre?” Buscava-se, portanto, assim conhecer as necessidades pastorais da Igreja que se encontra na cidade de Porto Alegre.

Em 12 de abril de 2008, foi dado o segundo passo, quando, em nova Assembleia, trabalhou-se sobre a pergunta: “Quais as urgências Pastorais para o Vicariato de Porto Alegre?” A partir das necessidades evidenciadas, tornou-se  possível definir o que se configurava com caráter de urgência para a ação pastoral no Vicariato.

Os resultados destas duas Assembleias de Pastoral foram trabalhados na Assembleia do Clero do Vicariato de Porto Alegre, em 03 de junho, e, em seguida, pela Equipe de Coordenação de Pastoral, em 19 de junho do mesmo ano.

Nesta etapa, tornou-se clara a maneira como os mecanismos de Evangelização -  Serviço, Diálogo, Anúncio, Testemunho de Comunhão - articulavam-se com os três âmbitos de atuação: a Pessoa, a Comunidade e a Sociedade.

Definidas estas questões, foi possível dar mais um passo, rumo à definição das prioridades pastorais. Inicialmente foram feitas consultas aos Conselhos de Pastoral nas Áreas e, depois, na Assembleia de 08 de novembro de 2008. Ficaram definidas três prioridades - Acolhida, Formação, Missão - assim formuladas:

·     Acolhida da Pessoa

·     Formação da Pessoa e da Comunidade

·     Missão da Pessoa e da Comunidade na Sociedade

Nesta etapa, houve a contribuição das Equipes de Coordenação dos Projetos Permanentes, através dos Presbíteros Referenciais, que trouxeram suas contribuições relativas aos projetos de ação, que contemplam as prioridades estabelecidas.

O  processo chegou à culminância na Assembleia de Pastoral de 28 de março de 2009, na qual foram aprovados os projetos em elaboração, à luz das Diretrizes da Ação Evangelizadora e das Prioridades Pastorais aprovadas.

Em todos os momentos, o elo entre as instâncias envolvidas no processo de construção do Plano foi a Equipe de Coordenação de Pastoral, a qual também assumiu a tarefa de conduzir sua redação final.

O fruto deste trabalho de quase dois anos é o que se apresenta neste momento, quando se inicia um novo desafio: a implementação do Plano. É preciso que todos aqueles que contribuíram sua elaboração, comprometam-se com a realização das ações nele estabelecidas, para que a Ação Evangelizadora do Vicariato de Porto Alegre seja ainda mais qualificada.

 

 II  A REALIDADE QUE NOS INTERPELA

Como cristãos, olhamos para a realidade a partir de plano de Deus para a salvação do mundo. O povo de Deus descobre, no acontecer da história, que Deus é rico em amor e misericórdia e que esses atributos divinos são fonte de vida e de libertação. Somos chamados a descobrir, na realidade urbana, a presença dinâmica do reino de Deus proclamado por Jesus Cristo.

O Documento de Aparecida constata que vivemos uma mudança de época que se manifesta, de forma marcante, no âmbito cultural. Ora, as transformações culturais passam hoje necessariamente pela cidade.

O homem urbano, por um lado, sofre o anonimato e a massificação, a solidão e a mobilidade, a insegurança e a violência. Por outro, a cidade lhe oferece continuamente oportunidades, alternativas, expectativas, ofertas culturais e opções de vida, que convidam ao esforço, ao bem-estar e ao sucesso.

O ritmo das mudanças é acelerado, trazendo consequências para todos os âmbitos da vida em sociedade, inclusive para a religião. A crescente fragmentação dos referenciais de sentido e a relativização de valores geram critérios parciais e múltiplos na consideração da realidade e nas opções religiosas. Em outras palavras, o pluralismo religioso e cultural pode desembocar no relativismo moral em contraposição ao fundamentalismo.

A fé cristã reconhece a legítima autonomia das realidades terrestres: “todas as coisas possuem consistência, verdade, bondade e leis próprias, que o homem deve respeitar, reconhecendo os métodos peculiares de cada ciência e arte” (Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, 36).

     Nesta perspectiva, portanto, não se pode prescindir do conceito de “secularização”, na hora de observar a sociedade e a dinâmica do fenômeno religioso. O processo de secularização da cultura está ligado à emergência da ciência e da tecnologia e à marcha da urbanização.

A ciência e a tecnologia transformam cada vez mais a realidade e a cultura urbano-industrial modifica profundamente as condições de vida da população. Essas transformações e mudanças, no entanto, estão a serviço de ideologias e políticas reforçadoras de privilégios. A distância entre pobres e ricos, por isso, aumenta, tornando cada vez mais agudo o problema da exclusão social.

No esforço de conhecimento da realidade, um critério importante é verificar para onde se direciona o movimento geral da cultura urbana. 

Na cidade, convivem tendências secularizantes e secularistas com uma difusa exigência de espiritualidade. Essa exigência pode evoluir para uma religiosidade autêntica ou pode cair numa inversão da experiência religiosa. Neste último caso, a religião é vista numa ótica utilitarista, por oferecer supostamente bem-estar interior, terapia ou sucesso na vida.

A secularização tem degenerado, com frequência, no secularismo, que volta as costas a Deus e lhe nega a presença na vida pública (Documento de Puebla, 83). As novas gerações crescem na lógica do individualismo pragmático e narcisista. São educadas sem referência aos valores e instâncias religiosas (Documento de Aparecida, 51).

Mais que o ateísmo militante, o fenômeno do ateísmo prático cresce de modo acelerado. O relativismo moral e a indiferença religiosa são os dois grandes desafios que o contexto cultural contemporâneo coloca para a comunidade cristã.

Há aspectos positivos, certamente, neste contexto de pluralismo cultural, porque garante mais a sinceridade e a coerência da adesão da fé e exige novas formas de presença e de anúncio do Evangelho. Tudo isso mostra a necessidade urgente de maior formação cristã, que permita a todos, que desejam seguir Jesus Cristo, desenvolver uma atitude de identificação com sua vocação cristã e de discernimento diante desse pluralismo.

Evidentemente, não podemos reduzir toda a realidade ao processo de secularização da cultura. A grande maioria da população vive o drama da sobrevivência, por causa das grandes distorções político-econômicas, que continuam privilegiando poucos em detrimento de muitos.

Em síntese, a realidade urbana pede aos cristãos uma postura de permanente diálogo e um compromisso evangélico de transformação da realidade.

 

III A IGREJA EM ESTADO DE MISSÃO

   FUNDAMENTAÇÃO ECLESIOLÓGICA

A missão evangelizadora da Igreja, nos dias atuais, enfrenta grandes desafios. Contudo, jamais intransponíveis, pois a Igreja conta com a graça do Senhor Jesus todos os dias de sua existência terrena, que prometeu que nada “prevaleceria contra ela” (cf. Mt 16,18) e que sempre estaria presente nela “até a consumação dos séculos” (cf. Mt 28,20).

A elaboração de um novo plano de Pastoral é um acontecimento relevante, pois indica o consenso em torno das diretrizes, prioridades, metas e atividades que marcarão a vida do Vicariato de Porto Alegre para os próximos anos. Diante disso, é preciso uma visão clara da Eclesiologia que norteia esse novo Plano, em vista de uma unidade não só em torno de ações, mas também em torno de uma compreensão de Igreja compartilhada por aqueles que irão executar as determinações desse novo Plano.

Essa visão tem como referência o Concílio Ecumênico Vaticano II, porque propiciou uma profunda transformação na Igreja, tanto no que diz respeito à sua autocompreensão quanto em uma sua postura para com o mundo, caracterizada por um esforço em tornar a Igreja cada vez mais próxima do projeto de Jesus Cristo e fiel a sua missão. Entre os elementos que suscitaram essa nova autoconsciência, podem ser citados os seguintes:

1.  A dimensão cristocêntrica, que torna a Igreja um mistério e Povo de Deus.

A Igreja existe desde Cristo e em Cristo. Ela é, pois, não só efeito de um ato funcional de Jesus Cristo, ou sua continuação terrestre. Ele é seu fundador e, como tal, sua cabeça real, ainda que invisível. A Igreja é o corpo de Cristo, dele recebendo vida e ação (cf. 1Cor 12,12-30). Por isso, ela prolonga a obra redentora de Cristo na história humana, recapitulando todas as coisas em Cristo.

Esse é o seu mistério, ou seja, ser “sacramento ou o sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (Lumen Gentium 1). Ela é chamada a tornar visível o misterioso desígnio salvífico de Deus, como um instrumento de salvação para a humanidade. Como divina e humana simultaneamente (cf. Lumen Gentium 8), é neste mundo que ela mostra o aspecto de uma sociedade visível e organizada.

Os seus membros constituem um verdadeiro povo, uma comunidade de fiéis, “uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, povo de sua particular propriedade (...) que outrora não éreis povo, mas agora são o Povo de Deus” (1Pd 2,9-10). Com a recepção do batismo tem início a participação nesse Povo, cuja cabeça é o próprio Cristo. Essa é a única Igreja de Cristo, entregue pelo Salvador a Pedro para que a apascentasse. Povo organizado e com uma estrutura visível, que é guiado por relações de comunhão entre hierarquia e laicato.

2.  A dimensão pneumatológica, que torna a Igreja animada pelo Espírito Santo e vocacionada à santidade

A Igreja não pode absolutamente pensar-se sem Jesus Cristo ou à margem do Espírito. O tempo da Igreja é o tempo do Espírito Santo, com cuja efusão ela surge, e debaixo de cujo influxo permanece viva. Dele vive ela, e nela o recebe cada um dos fiéis, retornando nele ao Pai pela configuração com o Filho (cf. Lumen Gentium 4).

Com efeito, é o Espírito Santo quem faz a Igreja acontecer na história, por ocasião da efusão de seus dons em Pentecostes, quando os apóstolos se reúnem e se entendem como a comunidade de Jesus Cristo, o Messias Redentor, diferente daquela do velho Israel, em virtude da experiência da Páscoa e da vinda do Espírito Santo (cf. At 2,42-47). É por isso que, para o evangelista Lucas, o tempo da Igreja é o tempo da manifestação e da ação do Espírito Santo (At 1, 2.5.8.16; 2,4.18), que continua a agir até hoje em sua Igreja, suscitando vocações, carismas e ministérios, em vista de sua ação no mundo.

Mas é um Povo de Deus, ao mesmo tempo, santo e em busca da santidade. Santo, porque Deus torna a Igreja santa, mas que deve realizar em sua própria vida a santidade de Deus. “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Por essa razão, a Igreja busca sempre a conversão e a reforma (cf. Lumen Gentium 8). Os seus membros, a hierarquia, os leigos e os religiosos, são chamados a buscar a santidade por meio do aperfeiçoamento de suas vidas. Essa é a primeira vocação de cada fiel, recebida no batismo. “É assim, evidente, que todos os fiéis cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lumen Gentium 40).  Assim, a Igreja, o povo de Deus, é chamada a se conformar com Cristo, para, assim, tornar-se instrumento e sinal de Deus no mundo.

3.  A Dimensão sacramental, que faz a Igreja estar no mundo em missão

          Na Igreja está presente e atuando o mistério salvífico de Deus, que é designado com o conceito de sacramento. A sacramentalidade é a forma que Deus escolheu para aproximar-se da pessoa como graça, e é a forma pela qual ele pode ser encontrado. Essa qualidade é inerente à Igreja, porque ela é sacramento primordial e global, que inclui toda a forma sacramental. A Igreja não produz a salvação em si mesma, mas ela transmite e proclama a salvação recebida de Jesus Cristo e presente nela como prolongamento da sacramentalidade dele próprio como santificação e a salvação do ser humano.

          Afirmar a Igreja como sacramento de salvação significa ultrapassar o seu puro e simples “em si” para afirmar a unidade entre o seu ser e a sua missão, mostrando o significado que ela assume para a salvação humana. Nela se opera a unidade entre o mundo visível e o invisível, o humano e o divino. Portanto, ela é sinal e instrumento de salvação.

          Como sacramento universal de salvação, a contribuição salvífica da Igreja se estende a todas as pessoas, de todos os tempos e lugares, não apenas para quem já se confessa membro da mesma, pois ela é um povo aberto, isto é, católico (cf. Lumen Gentium 13). A Igreja se mostra como sacramento da unidade (unitatis), pois, tendo como fundamento Deus Trino, realiza a unidade de todos os seres humanos, integrando o universo e o cosmo, realizando a comunhão (koinonía) plena da humanidade e do cosmo.

Para que a vida continue pulsando, e a vida possa subsistir nela e a vitalidade crescer, Jesus Cristo quis dotá-la de um organismo pessoal gerador: os apóstolos, que, assim, são fundamentos da Igreja. A hierarquia e o carisma, hoje, existem no Povo de Deus e estão a seu serviço. Anterior a todas as diferenciações funcionais subsequentes – entre hierarquia e laicato, ministérios e carismas –, existe uma prévia comunidade sobrenatural de ser e de vida entre os cristãos, fruto do batismo, da confirmação e da comunhão no corpo eucarístico.

Essa fundamental e permanente comunhão entre os crentes não é acéfala ou anárquica, mas sim, organicamente estruturada. Para que essa Igreja perdure, dotou-a Jesus Cristo de membros qualificados, com a missão de anunciar, batizar e fazer novos discípulos (cf. Mt 28, 18-20). O Senhor Jesus quer a tarefa apostólica de apascentar a Igreja sacramentalmente fundada pela ordem, pois os presbíteros e os bispos são especialmente configurados a Jesus Cristo, pelo Pai e no Espírito Santo, para, na Igreja, fazerem transparecer, perante seus irmãos, como mestres, sacerdotes e pastores, Jesus Cristo sempre vivo. Mas essa Missão própria da Igreja (cf. Evangelii Nuntiandi 14) é compartilhada por todos os batizados, pois todo o cristão é chamado a evangelizar como “protagonistas da evangelização” (Santo Domingo 97).

Para tal, a Igreja se abre para a atual sociedade pluralista em uma atitude de diálogo sobre problemas concretos vividos pelos homens e pelas mulheres de hoje. Ela mesma é a propiciadora dessa abertura, que a capacita a ouvir “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as alegrias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem” (Gaudium et Spes 1) e a fazer dela tudo isso, a fim de colaborar por uma sociedade mais fraterna e justa. A mesma atitude para com os irmãos separados, com os quais a Igreja Católica procura reconstituir a união perdida, conforme atesta a recente encíclica Unitatis Redintegratio, de João Paulo II.

4. Dimensão escatológica

A consciência da dimensão escatológica da Igreja trouxe a superação da identificação pura e simples da Igreja com o Reino. Isso a leva a abrir-se com esperança para o futuro ainda não realizado. A sua esperança não é de iniciação, mas de consumação. A fé se abre para aquilo que ainda não possui (Hb 11,1).

A Igreja está no mundo, mas vive na história de forma escatológica, porque a história a impede de abarcar as realidades futuras, mas a faz viver da esperança da posse definitiva. Por isso, a Igreja é peregrina, pois busca, inserida no mundo, a concretização das promessas de Deus. Com efeito, o cristão, ao mesmo tempo, está na Igreja e sente-se Igreja, enquanto também é chamado a construí-la na história.

Mas esta inserção no mundo a leva a abrir-se para os outros, superando qualquer atitude de fechamento sobre si mesma, para tornar-se misericordiosa e serviçal, em atitude de diálogo. Ela sabe que ekklesía significa que ela é, primeiro, Igreja – congregada – para, depois, ser apostólica – enviada. Isso tudo em meio a um otimismo esperançoso, mas não ingênuo.

O Documento de Aparecida criou, com muita propriedade, a expressão “discípulos missionários”. Com essa expressão, se quer chamar destacar que cada batizado se torna, ao mesmo tempo, seguidor de Jesus Cristo, o que lhe exige um processo permanente de conversão, que o tornará autêntico discípulo do Mestre, a exemplo do grupo dos Doze, que, ao segui-lo, foram mudando gradativamente de pensamento e de ação, a ponto de dedicar toda a sua vida à tarefa de dar continuidade da missão do Mestre. Com isso, todo o batizado, configurado com Cristo, irá se tornar missionário, pois terá o ímpeto de anunciar a Jesus Cristo, antes descoberto, amado e tornado modo de vida.

O campo do anúncio do Evangelho é amplo. Abarca desde a família até a sociedade pluralista atual, incluindo, também, a cultura urbana. Assim, o cristão católico tornar-se-á fermento na massa (cf. Lc 13,20-21) e dará seu contributo na transformação da sociedade dos dias de hoje. Desse modo, edificará a Igreja e a tornará próxima da vida das pessoas, além de favorecer a concreção do Reino de Deus no mundo de hoje.


IV  OBJETIVO GERAL

Evangelizar
a partir do encontro com Jesus Cristo,
como discípulos missionários,
à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,
promovendo a dignidade da pessoa,
renovando a comunidade,
participando da construção de uma sociedade justa e solidária,
"para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10).

 

  V  PROGRAMAÇÃO PASTORAL

 

 

ACOLHIDA DA PESSOA

 

1 Projeto Testemunho de Comunhão

 

1.1 Meta

§        Vivência do espírito fraterno entre as pessoas e os diversos grupos da comunidade

 

1.2 Procedimentos

·        Garantir a reunião mensal do CPP, organizado conforme o Regimento da Arquidiocese, como forma de implementar o Plano de Ação Evangelizadora do Vicariato.

·        Organizar um encontro anual de convivência, aberto à comunidade.

·        Organizar o aconselhamento para diversos segmentos, tais como familiar, comunitário, pastoral.

·        Reorganizar a Pastoral do Batismo, de acordo com o Regimento da Arquidiocese de Porto Alegre.

·        Constituir o Setor Juventude, no Vicariato, integrando Pastoral da Juventude, Movimentos Juvenis e Congregações Religiosas.

·        Promover a articulação entre a Pastoral Vocacional e a Catequese de Iniciação Cristã.

 

1.3 Responsáveis

Pastorais, Movimentos, Grupos, Equipes, Associações, Serviços, Consagrados e Consagradas, Diáconos, Presbíteros, Bispos.

 

 

2 Projeto  Diálogo Ecumênico e Inter-religioso

 

2.1 Meta

Vivência do espírito ecumênico e de diálogo inter-religioso

 

2.2 Procedimentos

·        Preparar e celebrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

·        Interagir com as comunidades cristãs não-católicas próximas à paróquia, em vistas à Campanha da Fraternidade 2010.

 

2.3 Responsáveis

Pastorais, Movimentos, Grupos, Equipes, Associações, Serviços, Consagrados e Consagradas, Diáconos, Presbíteros, Bispos.

 

 

FORMAÇÃO DA PESSOA E DA COMUNIDADE

 

3 Projeto Formação Básica

 

3.1 Meta

Formação cristã  dos fiéis leigos do Vicariato de Porto Alegre, para que possam tornar-se, a partir do encontro com Jesus Cristo, discípulos missionários no mundo de hoje

 

3.2 Procedimentos

·        Dar continuidade ao Curso de Formação Básica do Vicariato, mantendo seus quatro módulos: I - Profissão de Fé, II – Celebração do Mistério Cristão, III -  Vida em Cristo, IV – Oração Cristã, no Centro de Pastoral.

·        Organizar o Curso de Formação Básica do Vicariato nas Áreas Pastorais, reunidas, por proximidade geográfica, nas regiões: centro, leste, norte e sul.

·        Possibilitar que as Áreas Pastorais realizem seus próprios cursos, uma vez aprovados pela Equipe de Formação do Vicariato.

·        Fazer avançar  a formação, em âmbito paroquial, através de subsídios didáticos para estudo e reflexão, em três eixos: “A Palavra de Deus” em 2009; “A Igreja de Cristo” em 2010;  “O Reino de Deus”  em 2011.

·        Incentivar as iniciativas paroquiais de formação bíblica e litúrgica, considerando as demandas específicas de cada realidade.

 

3.3 Responsáveis

Equipe de Formação do Vicariato de Porto Alegre, Conselhos de Pastoral das Áreas Pastorais (CPA), Conselhos Pastorais Paroquiais (CPP), Párocos.

 

4 Projeto Formação Específica para os Ministérios

 

4.1 Meta

Formação básica,  específica  e permanente de todos os Ministros Extraordinários

 

 

 

4.2 Procedimentos

·        Propor a participação de todos os Ministros Extraordinários no Curso de Formação Básica do Vicariato.

·        Organizar o Curso de Formação Específica por Ministério.

·        Organizar o retiro anual.

·        Promover encontros e reuniões com coordenadores de Área e Paróquias, de cada Ministério.

·        Preparar ministros leigos para presidir a Celebração da Palavra.

·        Constituir as equipes de coordenação dos Ministros da Celebração da Palavra, no Vicariato e nas Áreas Pastorais.

 

4.3. Responsáveis

Equipes de coordenação dos ministérios (Comunhão, Palavra, Visitação e Bênção, Esperança,  Catequese), no Vicariato e nas Áreas Pastorais.

 

5 Projeto  Formação Continuada

 

5.1 Meta

§        Formação comunitária, progressiva, orgânica e sistemática dos agentes de pastoral

 

5.2 Procedimentos

·        Organizar cursos e encontros com as temáticas específicas dos diversos setores e pastorais do Vicariato.

·        Promover reuniões com coordenadores de Área Pastorais e Paróquias.

·        Promover, por Áreas Pastorais, oficinas de aprofundamento e/ou  retiros na dimensão missionária.

·        Organizar momentos de formação que despertem a necessidade de uma cultura vocacional.

·        Oferecer formação, nas reuniões do CPP, sobre a missão e a constituição de uma Equipe Vocacional Paroquial (EVP).

 

5.3 Responsáveis

Equipes de Coordenação da Pastoral Litúrgica, Serviço de Animação Vocacional, Pastoral Juventude, Pastoral Familiar, Pastoral do Dízimo, Base Missionária, Pastoral Social e Diaconias.

 

6 Projeto  Formação Política

 

6.1 Meta

Formação política integral a todas as pessoas interessadas e empenhadas na construção do bem comum

 

6.2 Procedimentos

·        Manter a realização do Curso sobre a Doutrina Social da Igreja, organizado em dois módulos: I Doutrina Social da Igreja e Humanismo Integral, -  Os princípios da Doutrina Social da Igreja: bem comum, solidariedade, subsidiariedade; II – Teorias da Ação – A família – O trabalho humano, - Ética, economia e política, - A democracia, - A comunidade política, - A comunidade internacional.

·        Organizar debates, seminários, simpósios, grupos de estudo e outros cursos, oferecendo um espaço de discussão e reflexão sobre os desafios do nosso tempo.

 

6.3 Responsáveis

Equipe Diretiva da Escola do Bem Comum da Arquidiocese de Porto Alegre.

 

MISSÃO DA PESSOA E COMUNIDADE NA SOCIEDADE

 

7 Projeto Ministério da Palavra: Anúncio e Catequese

 

7.1 Meta

·        Anúncio missionário da Palavra de Deus

 

7.2 Procedimentos

·        Desenvolver formas criativas de aproximação.

·        Promover a articulação entre as iniciativas da Igreja e da sociedade em defesa da vida.

·        Fazer visitas domiciliares, especificamente, às famílias enlutadas e aos enfermos.

·        Manter contato permanente com os que buscam os Sacramentos de Iniciação Cristã e Matrimônio.

·        Promover a animação vocacional nas salas de aula.

·        Dinamizar o processo desencadeado pela Campanha da Fraternidade, oportunizando o diálogo com os diversos setores da sociedade.

·        Participar ativamente das celebrações, eventos, manifestações, caminhadas e palestras, promovidas pelas Pastorais, Movimentos e Serviços do Vicariato de Porto Alegre.

 

7.3 Responsáveis

Pastorais, Movimentos, Grupos, Equipes, Associações, Serviços, Consagrados e Consagradas, Diáconos, Presbíteros, Bispos.

 

8 Projeto Ministério da Liturgia

 

8.1 Meta

·        Animação da vida litúrgica do Vicariato

 

8.2 Procedimentos

·        Organizar as celebrações litúrgicas do Vicariato.

·        Tornar os grandes eventos celebrativos do Vicariato espaços de evangelização.

·        Garantir a participação, na equipe paroquial de liturgia, de representantes das equipes de celebração.

·        Celebrar o Ano Catequético (2009).

·        Participar das Celebrações do Centenário da Província Eclesiástica de Porto Alegre (2010).

 

8.3 Responsáveis

Equipe de Pastoral Litúrgica do Vicariato de Porto Alegre; Presbíteros e Diáconos das Paróquias; Equipes Paroquiais de Liturgia e Equipes de Celebração.

 

 

9 Projeto  Ministério da Caridade

 

9.1 Meta

§        Construção conjunta das ações das diaconias e das pastorais sociais

 

9.2 Procedimentos

·        Preparar as condições para a instalação e funcionamento de Diaconias em todas as Áreas Pastorais do Vicariato.

·        Definir claramente critérios e objetivos para o desenvolvimento das ações.

·        Articular as ações da pastoral social.

·        Promover reuniões conjuntas, periódicas, para planejamento, orientação e avaliação.

·        Coordenar os organismos eclesiais de serviço e de promoção humana e das ações de natureza sociotransformadora.

·        Promover ações no sentido de animar, dinamizar e mobilizar as comunidades cristãs para o testemunho da caridade.

·        Apoiar as iniciativas e ações sociais de organismos eclesiais, ou não, que atuam na promoção humana e defesa da vida.

 

9.3 Responsáveis

§        Coordenação do Conselho Diaconal, Diaconias e Pastorais Sociais.

 

VI  ORGANIZAÇÃO PASTORAL

Para a implementação do Plano, o Vicariato de Porto Alegre conta com uma organização matricial de seus organismos e instâncias de atuação.

O Vicariato está organizado em 12 Áreas Pastorais, equivalentes ao conjunto dos territórios das 84 Paróquias que o compõem.

·     Assis Brasil

·     Auxiliadora

·     Azenha

·     Centro

·     Ipanema

·     Navegantes

·     Partenon

·     Passo d’Areia

·     Petrópolis

·     Restinga

·     Rubem Berta

·     Vila Ipiranga

 

Além desta estrutura “espacial”, relacionada ao território da cidade de Porto Alegre, existe uma organização “temática”, relacionada aos Projetos Permanentes que estão em desenvolvimento:

·     Anúncio Missionário (Base Missionária)

·     Catequese de Iniciação Cristã

·     Diaconias e Pastorais Sociais

·     Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística

·     Pastoral do Dízimo

·     Pastoral Familiar

·     Pastoral Litúrgica

·     Pastoral Vocacional

·     Setor de Juventude

 

O Plano de Ação Evangelizadora deixa claro, em seu detalhamento operativo, quais atividades ocorrem em âmbito Paroquial, em âmbito de Área Pastoral e no âmbito do Vicariato de Porto Alegre como um todo.

Importa, pois, esclarecer de que maneira os projetos permanentes relacionam-se com as prioridades pastorais, através do plano de ação, e a cada um de seus projetos, conforme o quadro a seguir apresentado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACOLHIDA DA PESSOA

FORMAÇÃO DA PESSOA E DA COMUNIDADE

MISSÃO DA PESSOA E DA COMINIDADES NA SOCIEDADE

1. Anúncio Missionário

Projeto 1

Projeto 2

Projeto 3

Projeto 4

Projeto 5

Projeto 6

Projeto 7

2. Catequese de Iniciação Cristã

Projeto 1

Projeto 3

Projeto 4

Projeto 7

Projeto 8

3. Pastoral Litúrgica

Projeto 1

Projeto 2

Projeto 3

Projeto 4

Projeto 5

Projeto 7

Projeto 8

4. Diaconias e Pastorais Sociais

Projeto 1

Projeto 2

Projeto 3

Projeto 5

Projeto 6

Projeto 9

5. Pastoral Vocacional

Projeto 1

Projeto 3

Projeto 5

Projeto 7

6. Pastoral da Juventude

Projeto 1

Projeto 3

Projeto 5

Projeto 7

7. Pastoral Familiar

Projeto 1

Projeto 2

Projeto 3

Projeto 5

Projeto 7

8. Pastoral do Dízimo

Projeto 1

Projeto 3

Projeto 5

Projeto 7

9. Ministros da Comunhão

Projeto 1

Projeto 3

Projeto 4

Projeto 7